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Hoje é o inicio de uma nova jornada para mim, Thassia Silva, mineira de alma e carioca de coração. Mas do que se trata essa jornada? Nada menos do que mudar de país. Seja por um determinado tempo, ou para sempre. E mudar de país não é fácil, nem para mim e aposto que nem para você, na verdade é bem mais difícil do que parece ser. Uma mistura de sentimento, um mix do incerto e do certo, da realização de um sonho e do INESPERADO.

Para começar, eu recebi o convite da agência 4U Study para compartilhar com vocês um pouco da minha trajetória que começa hoje rumo a Irlanda, então preparem-se para ver o intercâmbio sob o meu olhar, uma intercambista, mulher, que viaja sozinha, mas cheia de vontades. Você vai me encontrar também nas redes sociais da agência, como o Instagram e o Facebook!

A jornada começou, mas como me sinto?

Não é fácil criar coragem e desfazer as amarras. É fácil fazer as malas, comprar uma passagem e seguir o seu destino rumo a um outro país. Difícil é aceitar a nova realidade durante esse tempo, aceitar o fato de que você não pertence ao local em que viveu a maior parte da sua vida.

Porque ao partir é preciso estar preparado para se reconstruir, para aceitar que é chegado o “agora ou nunca”, a hora de se encontrar, se conhecer e definir quem você quer ser, mesmo já sendo bem crescido e evoluído. É preciso ter coragem para se desfazer das frescuras, de alguns hábitos, criar asas fortes que te ajudem a dar um dos voos mais importantes da sua vida. É preciso se desfazer de preconceitos e aprender de uma vez por todas o significado do respeito.

Mudar de país é, quase sempre, fugir de alguns problemas, e então, se ver cercado por mil outros.

É viver numa montanha-russa quando se tem medo de altura. Os primeiros meses, acredito eu, trazem a mesma sensação da subida do avião, olhando na janelinha e pensando alto, bem alto: empolgação, felicidade, orgulho de estar indo realizar o tal esperado sonho. E então, a gente acorda certo dia e percebe que reconstruir a vida não é tão lindo quanto parecia, é difícil, desgastante, cansativo. Mas a gente está lá no topo; o investimento foi caro, os seus amigos, a sua família, todo mundo que não veio está te observando de longe. Não dá para desligar a máquina, você não tem coragem de pedir para descer. Você sorri e esconde o desespero. Fecha os olhos e vai.

Com medo e sem saber se vai dar certo

Alguns desistem após a primeira descida. Outros se acostumam com a adrenalina e resolvem continuar. Porque nada melhor do que descobrir que você é capaz. Morar fora não é reconhecer os seus limites, é esticá-los um pouquinho mais, dia após dia. É descobrir que você pode ir muito além. É ralar para ser reconhecido onde você é apenas mais um e reconhecer que ser apenas mais um pode ser muito para quem chegou a ser ninguém.

Morar fora é dar luz a um novo “eu” , é ser mãe e pai de sí próprio. É sofrer para se criar sozinho e ter orgulho do adulto que você recriou. É aceitar que você jamais será o mesmo se um dia decidir voltar pra sua terra.

Dia 08/06/2018, finalmente estou iniciando essa montanha russa, minha jornada, com apenas uma certeza: que estou realizando o meu sonho, e que venham inúmeras montanhas russas e agora, você embarca comigo.